Inovação reversa: Quais tipos de empresas são indutoras de eficiência para economias desenvolvidas?

Diego Nogueira Rafael, Evandro Luiz Lopes

Abstract


A inovação reversa é desenvolvida para os países emergentes com recursos limitados, tem o objetivo de suprir a necessidade da população local, utilizando recursos disponíveis localmente, e depois esse produto é comercializado nos países desenvolvidos, por isso a denominação de “inovação reversa”. O presente estudo buscou caracterizar, por meio de um desk research com análise documental, as empresas desenvolvedoras de produtos caracterizados como sendo inovações reversas. A falta de uma base de dados contendo essa tipificação de empresas é um gap que tenta ser mitigado por esse trabalho. Ter as características das empresas que desenvolvem produtos classificados como inovações reversas pode trazer contribuições teóricas e práticas. As contribuições teóricas são observadas no desenvolvimento e estudo da Inovação com a composição de uma base de dados das características das empresas de inovação reversa, que são indutoras de eficiência para países desenvolvidos. A contribuição prática possibilita os gestores interessados terem uma base de dados de empresas de inovação reversa, e assim buscarem as características que levam a empresa desenvolver inovação reversa. O levantamento foi feito em toda a base de dados do ISI Web of Science da Clarivate Analytics, na qual foram identificados 79 documentos, todos esses artigos científicos encontrados com o termo de busca “reverse innovation” foram analisados para a formulação e caracterização das empresas de inovação reversa. Como resultado da pesquisa, foram encontradas 48 empresas consideradas desenvolvedoras de produtos de inovação reversa.

Keywords


Inovação reversa; Economias emergentes; Organizações multinacionais

References


Abernathy, W., & Utterback, J. (1978). Patterns of industrial innovation. Technology review, 80(7), 40-47.

Barbieri, J., Vasconcelos, I. F., Andreassi, T., & Vasconcelos, F. C. (2010). Inovação e sustentabilidade: novos modelos e proposições. Revista de Administração de Empresas, 50(2), 146-154.

Barki, E., Botelho, D., & Parente, J. (2013). Varejo: desafios e oportunidades em mercados emergentes. Revista de Administração de Empresas, 53(6), 534-538.

Barczak, G. (2012). The future of NPD/innovation research. Journal of Product Innovation Management 29(3): 355–357.

Bhatti, Y., Khilji, S., & Basu, R. (2013). Frugal innovation. In Globalization, change and learning in South Asia, 123-145.

Bhatti, Y. & Ventresca, M. (2013). How can ‘frugal innovation’ be conceptualized? Said Business School Working Paper Series, Oxford. Available at: http://ssrn.com/abstract= 2203552.

Birkinshaw, J., Hamel, G., & Mol, M. (2008). Management innovation. Academy of management Review, 33(4), 825-845.

Boszczowski, A., & Teixeira, R. (2012). O empreendedorismo sustentável e o processo empreendedor: em busca de oportunidades de novos negócios como solução para problemas sociais e ambientais. Revista Economia & Gestão, 12(29), 141-168.

Brown, J. & Hegel J. (2005). Innovation blowback: Disruptive management practices from Asia. The McKinsey Quarterly, (1) 35–45.

Choi, D., & Gray, E. (2008). The venture development processes of “sustainable” entrepreneurs. Management Research News, 31(8), 558-569.

Christensen, C. (2001). O dilema da inovação (Vol. 261). Makron Books.

Christensen, J., von Tunzelmann, N., & Rama, R. (1997). Innovation in the European food products and beverages industry. In Innovation in the European Food Products and Beverages Industry. Denmark: Elms Publication.

Cohen, B., & Winn, M. (2007). Market imperfections, opportunity and sustainable entrepreneurship. Journal of Business Venturing, 22(1), 29-49.

Corsi, S., Di Minin, A., and Piccaluga, A. 2014. Reverse innovation at Speres: A case study in China. Research-Technology Management 54(4): 28–34.

Damanpour, F., Walker, R., & Avellaneda, C. (2009). Combinative effects of innovation types and organizational performance: A longitudinal study of service organizations. Journal of management studies, 46(4), 650-675.

Dean, T., & McMullen, J. (2007). Toward a theory of sustainable entrepreneurship: reducing environmental degradation through entrepreneurial action. Journal of Business Venturing, 22(1), 50-76.

George, G., McGahan, A., & Prabhu, J. (2012). Innovation for inclusive growth: Towards a theoretical framework and a research agenda. Journal of management studies, 49(4), 661–683.

Govindarajan, V. & Ramamurti R. (2011). Reverse innovation, emerging markets, and global strategy. Global Strategy Journal, 1(2–4), 191–205.

Hadengue, M., de Marcellis-Warin, N., and Warin, T. 2017. Reverse innovation: A systematic literature review. International Journal of Emerging Markets 12(2), 142–182.

Hörisch, J., Freeman, R., & Schaltegger, S. (2014). Applying stakeholder theory in sustainability management links, similarities, dissimilarities, and a conceptual framework. Organization & Environment, 27(4), 328-346.

Immelt, J., Govindarajan, V., & Trimble, C. (2009). How GE is disrupting itself. Harvard business review, 87(10), 56-65.

Kimberly, J., & Evanisko, M. (1981). Organizational innovation: The influence of individual, organizational, and contextual factors on hospital adoption of technological and administrative innovations. Academy of management journal, 24(4), 689-713.

Kotabe, M., & Murray, J. (1990). Linking product and process innovations and modes of international sourcing in global competition: A case of foreign multinational firms. Journal of International Business Studies, 21(3), 383-408.

Kunamaneni, S. (2019). Challenges in moving from incremental to radical low-cost innovation in emerging and transition countries: Institutional perspectives based on rechargeable battery innovation in China and point-of-use water Purification Innovation in India.

International Journal of Innovation Management (IJIM), 23(03), 1-36.

Malhotra, N. (2001). Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman Editora.

Mathew, V. (2009). Sustainable entrepreneurship in small-scale business: Application, concepts and cases. IUP Journal of Entrepreneurship Development, 6(1), 41.

Martins, G., & Theóphilo, C. (2009). Metodologia da investigação cientifica. São Paulo: Atlas.

Mazieri, M. (2016). Patentes e inovação frugal em uma perspectiva contributiva.

O’Neill, G., Hershauer, J., & Golden, J. (2009). The cultural context of sustainability entrepreneurship. Greener Management International, (55), 33-46.

Porter, M., & Van der Linde, C. (1995). Toward a new conception of the environment-competitiveness relationship. Journal of economic perspectives, 9(4), 97-118.

Prahalad, C. (2004). The blinders of dominant logic. Long range planning, 37(2), 171-179.

Prahalad, C., & Hammond, A. (2002). Serving the world's poor, profitably. Harvard business review, 80(9), 48-59.

Prahalad, C., & Hart, S. (2009). The fortune at the bottom of the pyramid. Estratégia & Negócios, 1(2), 1-23.

Prahalad, C., & Mashelkar R. (2010). Innovation’s holy grail. Harvard Business Review, 88(7-8), 132–141.

Ray, P., & Ray, S. (2010). Resource-constrained innovation for emerging economies: The case of the Indian telecommunications industry. IEEE Transactions on Engineering Management, 57(1), 144-156.

Rodrigues, L., Sereia, V., Lopes, A., & Vieira, S. (2010). Inovação Disruptiva no Ensino Superior. Anais XXXIV Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro, 1–15.

Sarkar, M. (2011). Moving forward by going in reverse: Emerging trends in global innovation and knowledge strategies. Global Strategy Journal, 1(3‐4), 237-242.

Schlange, L. (2007). What drives sustainable entrepreneurs? Indian Journal of Economics and Business, special Issue 2007, 35-45.

Schlange, L. (2009). Stakeholder identification in sustainability entrepreneurship. Greener Management International, (55), 13-32.

Schumpeter, J. (1927). The explanation of the business cycle. Economica, (21), 286-311.

Shepherd, D., & Patzelt, H. (2011). The new field of sustainable entrepreneurship: studying entrepreneurial action linking “what is to be sustained” with “what is to be developed”. Entrepreneurship Theory and Practice, 35(1), 137-163.

Subramian, M., Ernst, H., & Dubiel, A. 2015. From the special issue editors: Innovations for and from emerging markets. Journal of Product Innovation Management 32(1), 5–11.

Williams, C., & van Triest, S. (2009). The impact of corporate and national cultures on decentralization in multinational corporations. International Business Review, 18(2), 156-167.

Williamson, O. (2010). Transaction cost economics: The natural progression. American Economic Review, 100(3), 673-90.

Williamson, P. (2010). Cost innovation: Preparing for a ‘value-for-money’ revolution. Long Range Planning, 43(2-3) 343–353.

Zeschky, M., Widenmayer, B., & Gassmann, O. (2011). Frugal innovation in emerging markets. Research-Technology Management, 54(4), 38-45.

Zeschky, M., Winterhalter, S., & Gassmann, O. (2014). From Cost to Frugal and Reverse Innovation: Mapping the field and implications for global competitiveness. Research-Technology Management (ETM), 57(4), 20-27.




DOI: http://dx.doi.org/10.26668/businessreview/2020.v5i1.152

Article Metrics

Metrics Loading ...

Metrics powered by PLOS ALM

Refbacks

  • There are currently no refbacks.


Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia

Intern. Journal of Profess. Bus. Review (e-ISSN: 2525-3654)

Faculty of Economics and Business, University A Coruña, Rúa de Maestranza 9, 15001 A Coruña, Spain


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.